A investigação sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes avançou nas últimas semanas e chegou à menção do nome de ao menos um deputado federal do Rio de Janeiro.

Ainda não há informações sobre os nomes e o grau de envolvimento do parlamentar no ocorrido. E nem se fazia parte do grupo criminoso.

O Rio de Janeiro tem hoje uma bancada federal 53 parlamentares, sendo quatro licenciados.

A mais recente descoberta fez com que o inquérito fosse enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ministro Raul Araújo, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A investigação tramita em sigilo. O ministro Alexandre de Moraes foi escolhido relator e passa a ser responsável por conduzir o processo.

A mudança de tribunal significa que caberá agora ao ministro validar ou não a delação premiada do ex-policial militar Ronnie Lessa, réu pela morte da vereadora e do motorista.

A ida da investigação para o STF não significa que o processo permanecerá definitivamente no tribunal.

O ministro que assumir o caso pode eventualmente avaliar que a menção do deputado não tem elementos que a sustentem e enviar o processo de volta ao STJ.

O STF é responsável por julgar processos envolvendo o presidente e o vice-presidente da República, ministros do governo, senadores e deputados federais, embaixadores, ministros de tribunais superiores e do Tribunal de Contas da União.

O assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes completou seis anos nesta quinta-feira (14). Na noite de 14 de março de 2018, os dois foram executados a tiros dentro de um carro na Rua Joaquim Palhares, no bairro do Estácio, na região central do Rio.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, já disse que a intenção é concluir a investigação até o final de abril.

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