O Brasil vive um período de alerta contra o vírus da dengue: 8 estados e o DF já decretaram emergência de saúde pública, 363 pessoas já morreram e o país já registrou 1.342.086 casos prováveis só em 2024, de acordo com o Ministério da Saúde.

De acordo com a representante da Pasta, Nísia Trindade, 75% dos focos do Aedes aegypti, o mosquito proliferador da dengue, estão dentro das casas e locais de convivência.

Por isso, tão importante quanto prevenir a doença é garantir, também, a proteção das residências. O Portal iG separou 7 dicas para proteger melhor a casa contra os mosquitos da dengue. Confira:

1. Antes de espantar o mosquito, elimine possíveis focos de proliferação
Não há outra forma de começar as dicas sem enfatizar o básico que deve ser feito: exterminar os locais de proliferação do mosquito.

Como o mosquito da dengue precisa de locais com água limpa e parada para se reproduzir, é importante fazer uma vistoria tanto em casa quanto no bairro para identificar e eliminar possíveis criadouros. Aqui vai uma lista de possíveis focos de água parada para ficar atento:

Pratos e vasos de plantas;
Tonéis e caixas d’água;
Calhas;
Garrafas;
Lixeiras;
Ralos;
Piscinas;
Acessórios dos pets.
Certos eletrodomésticos, como a geladeira e o ar-condicionado, também precisam de uma atenção especial para as bandeijas externas, que podem acumular água.

No caso de possíveis focos no bairro – como terrenos baldios e lixo pelas ruas, por exemplo – é preciso acionar a Secretaria Municipal de Saúde.

2. Telas anti-inseto e mosquiteiros
Outra medida para evitar que o mosquito da dengue acesse a residência e a família é a instalação de telas anti-inseto nas portas e nas janelas. É uma boa alternativa em especial para casas ou apartamentos próximos a criadouros naturais de mosquitos, como beiras de rio, córregos ou áreas alagadas.

E as telas são interessantes pelo seu aproveitamento ir além do Aedes aegypti, uma vez que ajudam na proteção do ambiente contra moscas, pernilongos, baratas, mosquito, escorpiões e lagartixas, por exemplo.

3. Repelentes de uso tópico
A procura por repelentes têm crescido significativamente com a piora na situação da dengue no Brasil. No entanto, especialistas alertam que nem todos os produtos têm eficácia contra o mosquito proliferador do vírus, uma vez que os repelentes efetivos têm fórmulas específicas.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os produtos precisam conter Icaridina, DEET e IR3535 para conter a doença. Além disso, no âmbito de repelentes em spray ou em creme, existem quantidades específicas para cada faixa etária .

4. Repelentes elétricos e eletrônicos
Os repelentes elétricos que utilizam um líquido repelente solto pela tomada são outra alternativa complementar no combate ao mosquito da dengue e outros insetos.

Ao serem ligados à energia, esses dispositivos aquecem o líquido repelente. Com isso, ele se espalha pelo ambiente e cria uma barreira protetora contra os insetos. Vale lembrar que é preciso manter uma distância de, no mínimo, 2 metros – pois o líquido pode gerar reações alérgicas e o cheiro pode incomodar pessoas mais sensíveis.

Os repelentes eletrônicos são parecidos com os elétricos, mas em vez de usarem um líquido repelente, eles emitem ondas sonoras que interferem nos padrões de voo dos insetos. Com isso, eles impedem sua aproximação e reduzem o risco de picadas. É uma alternativa inovadora, eco-friendly e livre de produtos químicos para prevenir a infestação de mosquitos – o que os torna perfeitos para o uso em quartos de crianças ou de pessoas com o olfato mais sensível.

5. Repelentes “naturais”
Essa é uma alternativa que divide opiniões, mas pode ser um complemento na prevenção contra o mosquito da dengue em residências. Apesar de não terem a eficácia comprovada contra o Aedes aegypti, certas plantas aromáticas, como a sálvia, melissa, citronela, manjericão e lavanda podem ser cultivadas para diminuir a presença de insetos nos ambientes.

Vale lembrar que esta é uma alternativa complementar, que não substitui outras medidas práticas para evitar a infestação do mosquito, especialmente em áreas onde a incidência do vírus é maior.

6. Armadilha eletrônica
Que tal inverter a estratégia: em vez de afastar o mosquito, atraí-lo e matá-lo? Essa é a premissa das armadilhas eletrônicas, que emitem uma combinação de luz ultravioleta, calor e, em alguns casos, emissão de CO2, de forma a simular a presença humana.

Uma vez atraídos, os mosquitos são capturados por meio de uma ventoinha ou outro mecanismo que os direciona para dentro do dispositivo, onde são retidos e eventualmente morrem.

Este tipo de equipamento ajuda a prevenir a infestação e a proliferação de mosquitos da dengue pois impede que os insetos fiquem circulando na residência. Por isso, é preferível a instalação em ambientes externos, como um quintal ou varanda.

Essas armadilhas são especialmente úteis em áreas onde a infestação de mosquitos é alta, uma vez que são uma maneira eficiente e sustentável de reduzir a população desses insetos sem o uso de produtos químicos nocivos.

7. Luzes anti-inseto
As luzes anti-inseto são uma ferramenta popular na prevenção contra insetos no geral e, obivamente, mosquitos – incluindo aqueles que transmitem a dengue. Estas lâmpadas emitem uma luz especial, mais amarelada e quente, que repele os insetos e os mantém longe das residências.

É indicado colocá-las em ambientes externos, como varandas e sacadas, ou mesmo em salas e quartos, onde as pessoas podem se sentir mais incomodadas pelos mosquitos.

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